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História das Copas do Mundo

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» 1930
Em 26 de maio de 1928, no Congresso da Fifa em Amsterdã, o presidente da entidade, o francês Jules Rimet, finalmente conseguiu aprovação de um plano antigo: a realização de um torneio mundial de futebol.

O próprio Jules Rimet anunciou: "O Congresso decidiu organizar, em 1930, uma competição aberta aos selecionados de todas as entidades filiadas."

No ano seguinte, no Congresso de Barcelona, a Fifa determinou que o torneio seria realizado no Uruguai, que tinha a seleção bicampeã olímpica e era a grande potência do futebol mundial.

O Uruguai iria assim comemorar o centenário de sua independência como anfitrião da primeira Copa do Mundo de futebol.
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» 1934
Em 1934, o ditador italiano Benito Mussolini percebeu a já crescente popularidade da Copa do Mundo e aproveitou a oportunidade para difundir suas idéias fascistas, dando um desagradável tom político à competição.

O sucesso do torneio anterior atraiu a inscrição de 32 países, que tiveram que disputar eliminatórias para a escolha dos 16 finalistas.

Desta vez, a disputa não ficaria restrita à Europa e às Américas. A fama do torneio atraiu o interesse de Egito e Palestina, que marcaram presença nas eliminatórias.

Revidando o desprezo dos europeus com a Copa do Uruguai, em 30, a seleção uruguaia, campeã do mundo, não quis disputar a Copa da Itália.
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» 1938
A Copa de 1938 foi disputada em meio à crescente tensão política que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.

A FIFA decidiu que a França seria a sede do Mundial em detrimento da candidatura da Argentina, alegando que o torneio seria uma excelente oportunidade para dissipar a tensão e mostrar que havia unidade no continente europeu.

A Espanha, mergulhada numa sangrenta guerra civil, resolveu não enviar sua seleção à França. A Áustria, anexada pela Alemanha de Adolf Hitler, também não foi à Copa e ainda teve seus melhores jogadores utilizados na equipe alemã.

O Uruguai, ainda magoado pelo desinteresse dos europeus pela Copa de 30, disse que só voltaria a participar do torneio quando o Mundial fosse disputado de novo na América do Sul. A Argentina, que teve sua candidatura como anfitriã rejeitada pela FIFA, também ficou de fora da Copa da França.
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» 1950
O torneio de 50 foi a primeira Copa do Mundo depois da interrupção de 12 anos causada pela Segunda Guerra. No Brasil, era grande a expectativa pelo primeiro título mundial.

Chance igual não houvera. Afinal, a seleção brasileira estaria jogando em casa, diante de sua apaixonada torcida.

Para fugir ao domínio alemão, o presidente da Fifa, Jules Rimet, tinha transferido a sede da entidade da ocupada França para a neutra Suíça, onde se encontra até hoje.

Destruídos e abalados pela longa guerra, nenhum dos países europeus tinha condição de sediar a quarta Copa do Mundo. O Brasil foi o único candidato.
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» 1954
A Hungria dominava o futebol europeu em 1954 e chegou à Copa da Suíça como a grande favorita para o título. O time húngaro era comandado pelo fabuloso Ferenc Puskas e estava invicto havia quatro anos.

A neutralidade mantida pela Suíça na Segunda Guerra Mundial poupou o país da destruição imposta aos outros países pelo conflito.

Assim, a Suíça foi escolhida pela Fifa para sediar o quinto Campeonato Mundial de Futebol.

Trinta e oito países se inscreveram para disputar as eliminatórias – número recorde até então. A Argentina, mais uma vez, resolveu não participar.
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» 1958
A Copa de 1958 bateu novo recorde de inscrições. Cinqüenta e três países disputariam as eliminatórias. Uma das grandes notícias foi o retorno da Argentina à competição.

O Brasil se classificou ao empatar em zero a zero com o Peru em Lima.

Em seguida, derrotou os peruanos no Maracanã por 1 a 0, com um gol de Didi cobrando falta com um chute de curva, uma de suas famosas "folhas secas".

Ao término das eliminatórias, houve duas surpresas: os bicampeões Uruguai e Itália não conseguiram se classificar para o Mundial.
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» 1962
Em 1962, o Brasil repetiu o sucesso de 1958 e conquistou o bicampeonato mundial.

Na Copa do Chile houve um novo recorde de inscrições. Cinqüenta e seis países se inscreveram para disputar as 14 vagas do Mundial. O Brasil, como país campeão, e o Chile, como anfitrião, estavam automaticamente classificados.

O Brasil ficou no grupo 3, com México, Espanha e Tchecoslováquia. A surpresa ficou por conta da desclassificação da França, terceira colocada no mundial da Suécia.

Na Europa, o futebol se tornara um esporte cada vez mais físico, mas a técnica ainda prevalecia entre os jogadores sul-americanos.
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» 1966
Depois de duas conquistas consecutivas, era impossível controlar o otimismo dos brasileiros. A torcida passou a acreditar que a seleção "canarinho" era imbatível e que a conquista do tricampeonato era certa. A presunção contagiou os dirigentes que negligenciaram a organização dos preparativos.

A Copa de 66 teve novo recorde de inscrições, com 70 países disputando as 14 vagas para as finais.

O Brasil, classificado por antecipação, descuidou-se na fase preparatória. Paulo Machado de Carvalho, apelidado de "Marechal da Vitória", pelo sucesso das campanhas que liderou em 58 e 62, foi afastado da chefia da delegação.

No seu lugar, assumiu o próprio presidente da Confederação Brasileira de Desportos, João Havelange.
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» 1970
A desorganização que imperou em 1966 serviu de lição à Confederação Brasileira de Desportos. Para a campanha do México, a CBD traçou um plano eficiente.

A rigidez do regime militar que governava o Brasil foi levada para a seleção brasileira.

O comando da delegação foi entregue ao major-brigadeiro Jerônimo Bastos, que tinha um major do Exército como seu principal assistente.

Na comissão técnica havia mais militares. O supervisor era o capitão do Exército Cláudio Coutinho e um dos preparadores físicos era o também capitão Carlos Alberto Parreira.
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» 1974
Em 1974, o brasileiro João Havelange substituiu o inglês Stanley Houss na presidência da Fifa. Havelange se tornaria o primeiro não-europeu a ocupar o cargo, que manteria por 24 anos.

Na Alemanha, estava em disputa, pela primeira vez, a Taça do Mundo, um troféu de 37 centímetros de altura, em ouro maciço, obra do artista italiano Silvio Gazzaniga.

A nova taça não seria mais retida em definitivo. Segundo determinação da Fifa, o campeão passaria a reter o troféu por 4 anos até a próxima Copa, quando então recebe em troca uma réplica.

Para a Copa da Alemanha houve novo recorde de inscrições, com 94 países disputando as eliminatórias. Os ingleses, campeões do mundo em 66, também passavam por uma fase de renovação e não se classificaram.
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» 1978
A Argentina seguia em frente para fazer a final contra a Holanda, que, apesar de ter chegado a sua segunda final consecutiva, já não apresentava o mesmo poder ofensivo do carrossel de 74.

Sem Johan Cruyff, que se negou a ir à Argentina em protesto contra a ditadura militar que governava o país, a Holanda acabou vencida pela raça e determinação dos argentinos.

Depois de um empate de um a um no tempo regulamentar, a Argentina fez dois gols na prorrogação, aniquilando qualquer possibilidade de reação dos holandeses. A Argentina conquistava a sua primeira Copa do Mundo entrando para o seleto clube dos campeões mundiais.

Mas a história poderia ter sido bem diferente. No último minuto do tempo normal, o ponta-esquerda holandês Resenbrink carimbou a trave do goleiro Fillol, emudecendo as mais de 70 mil pessoas que lotavam o estádio Monumental de Nuñes.
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» 1982
Mais uma vez o futebol brasileiro tinha se renovado e a nova geração de excelentes jogadores permitiu que o técnico Telê Santana selecionasse um grupo excepcional para a Copa da Espanha de 82.

O time de Telê não teve dificuldades em se classificar, despachando nas eliminatórias a Venezuela e Bolívia.

Para o Mundial, a Fifa aumentou o número de participantes de 16 para 24, de modo a refletir o crescente número de inscrições e acomodar interesses financeiros e políticos.

A Copa já tinha se tornado um negócio bilionário, atraindo a maior audiência entre os eventos esportivos existentes.
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» 1986
Maradona comandou a equipe da Argentina na campanha vitoriosa do bicampeonato, na Copa de 1986. Já o Brasil voltou mais cedo para casa, eliminado, nos pênaltis, pela França, nas quartas-de-final.

O México ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo pela segunda vez, depois de a Colômbia, inicialmente escolhida para abrigar o campeonato, desistir do torneio, alegando falta de dinheiro para as obras necessárias à criação da infra-estrutura exigida.

O Brasil foi escolhido cabeça-de-chave do grupo D, formado também pela Espanha, Irlanda do Norte e Argélia.

A seleção brasileira jogaria todas as partidas no estádio Jalisco, em Guadalajara, local da vitoriosa campanha da Copa de 70.
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» 1990
A Copa da Itália de 1990 reuniu, pela primeira vez, todos os times campeões mundiais (na época, Uruguai, Brasil, Inglaterra, Itália, Alemanha e Argentina).

Para o Mundial, o comando do time brasileiro tinha sido entregue ao técnico Sebastião Lazaroni.

Lazaroni convocou para a Copa o mesmo grupo de jogadores que no ano anterior tinha conquistado, sob seu comando, a Copa América para o Brasil.

Em 90, o futebol da seleção brasileira tinha perdido definitivamente o espírito alegre e descontraído das duas Copas anteriores.
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» 1994
Foram 24 anos com o grito de campeão engasgado na garganta, mas a torcida brasileira pôde finalmente comemorar a vitória na Copa dos Estados Unidos.

Depois de popularizar o futebol por praticamente todo o mundo, faltava à Fifa desbravar o concorrido mercado americano. Na preferência do torcedor americano, o futebol perde feio para o beisebol, o futebol americano, o basquetebol e o hóquei sobre o gelo.

Mas, ainda assim, motivada pela perspectiva de grande lucro, a Federação de Futebol dos Estados Unidos encaminhou à Fifa sua candidatura para sediar a Copa do Mundo de 94. O país acabou sendo escolhido, vencendo candidatos como Marrocos e Brasil.

E os americanos provaram sua competência empresarial. Com um marketing eficiente, fizeram com que a Copa tivesse a maior média de público até então. Cada jogo reuniu público de 70 mil pessoas. Cerca de 3 bilhões de telespectadores no mundo inteiro acompanharam o torneio.
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» 1998
Os franceses foram considerados os azarados dos anos 80 nas Copas do Mundo. Mas quando a competição foi realizada em território francês, em 1998, a seleção local produziu o melhor futebol de sua história.

A final acabou sendo um tanto frustrante, graças ao desempenho abaixo da média do Brasil, abalado pelos misteriosos problemas enfrentados por Ronaldo antes de entrar em campo.

Mas isso não tirou o brilho da conquista de Zinedine Zidane e seus companheiros, que venceram a final por 3 a 0 - e tiveram que enfrentar momentos difíceis durante a competição.

Um deles foi durante as oitavas-de-final, quando os franceses - pela primeira vez na história das Copas - venceram o jogo contra o Paraguai com um gol de morte súbita.
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» 2002
O Brasil é pentacampeão mundial. E foi do jeito que tinha de ser. Com uma atuação convincente de todos os jogadores, em nenhum momento a superioridade brasileira foi colocada em dúvida. Sem o desespero de 1998, os atletas que entraram em campo mostraram que estavam com pinta de campeão. A artilharia aérea alemão não botou medo no trio de zagueiros nem no goleiro Marcos, como alguns temiam.

O título, além de inédito na história do futebol, vem com oito anos de garantia. Já somos o único tetra há oito anos, desde a sofrida Copa de 94, nos Estados Unidos, decidida nos pênaltis. E agora, como a Alemanha perdeu o tetra com a derrota, só pode sonhar com o penta, embalada na ilusão de missão quase impossível, se ganhar as duas próximas Copas seguidas: a de 2006, em casa, e a de 2010. O mesmo vale para os italianos. Ou seja: você pode gritar por muito tempo, mas muito tempo mesmo: só existe um pentacampeão no mundo.

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