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Angola

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A história recente da ex-colônia portuguesa, no sudoeste africano, registra as duas maiores comemorações populares, em meio a 27 anos de guerra civil. A primeira foi em 11 de novembro de 1975, com a festa da independência. A segunda foi em 9 de outubro de 2005, um dia depois da seleção nacional derrotar Ruanda por 1 a 0, fora de casa, e conquistar a inédita classificação para a Copa do Mundo. O povo agitou bandeiras e fez muito barulho, em uma manifestação que reuniu milhares de pessoas nas ruas, especialmente após a chegada do time ao aeroporto de Luanda.

O milagre da Copa do Mundo foi um alento para a antiga colônia portuguesa - um dos países que mais enviaram escravos ao Brasil no Século XIX - e que sofreu com uma sangrenta guerra civil, entre 1961 e 2002. Nem mesmo a independência, em 1975, fez com que a paz se estabelecesse entre os três principais movimentos de libertação (MPLA, FNLA e UNITA). Em 29 anos, o país viu toda sua infra-estrutura ser destruída, e cerca de um milhão de angolanos morreram. Mesmo com o fim da guerra e o processo de democratização e reconstrução, Angola ainda sofreu com o problema das minas terrestres, que deixou milhares de feridos e mutilados.

Mesmo com tantos problemas, a paz em Angola refletiu no ambiente para a prática do futebol. Em 1986, o país disputou sua primeira eliminatória. Nas últimas duas edições, os Palancas Negras (apelido cuja origem remete a uma rara espécie de antílope) foi superada por Camarões. E por muito pouco, o país não perdeu o direito de disputar a fase de grupos das eliminatórias. No mata-mata com a fraca seleção de Chade, uma derrota por 3 a 1 e, em seguida, vitória por 2 a 0 em casa. O time só conseguiu a vaga nos pênaltis.

Superado o primeiro obstáculo, Angola teria pela frente o bicho-papão do grupo: a poderosa Nigéria. Mas logo no primeiro confronto, em 20 de junho de 2004, os angolaonos venceram fora de casa por 1 a 0. O resultado foi determinante para o decorrer da competição: no segundo jogo entre as seleções, em Luanda, um suado empate por 1 a 1, em 18 de junho de 2005. A seleção superou praticamente todos os seus adversários - uma derrota em dez jogos, para o Zimbábue, que acabou em terceiro na chave. Angola e Nigéria terminaram com os mesmos 21 pontos, mas a experiência perdeu para os novatos no confronto direto.

Chegar à Alemanha pode ter sido o limite, mas nada mau para um país que luta para continuar em ascensão. O técnico Oliveira Gonçalves espera que o poder de superação de seus comandados não tenha acabado nas Eliminatórias. Para surpreender no Mundial, a seleção, cuja base é formada por atletas amadores, conta com o experiente artilheiro Fabrice Akwa, que joga no futebol do Catar além de Bruno Mauro e Pedro Mantorras, que atuam no futebol português. Mesmo sem ter disputado um único jogo nas eliminatórias, o atacante Johnson, que atua na Portuguesa, pode figurar entre os atletas que vestirão a camisa de Angola.

Equipe

Num Nome Pos Clube
1 João Ricardo G sem clube
12 Lama G Petro Atlético
22 Mário G Interclube
21 Delgado D Petro Atlético
3 Jamba D AS Aviação
5 Kali D Barreirense/POR
4 Lebo Lebo D Petro Atlético
20 Loco D Primeiro de Agosto
23 Marco Abreu D Portimonense/POR
2 Marco Airosa D Barreirense/POR
15 Rui Marques D Hull City/ING
8 André MC Kuwait SC/KUW
13 Edson MC Paços Ferreira/POR
7 Figueiredo MC Varzim/POR
14 Mendonça MC Varzim/POR
6 Miloy MC Interclube
17 Zé Kalanga MC Petro Atlético
10 Akwa A sem clube
19 André Titi Buengo A Clermont Foot/FRA
16 Flávio A Al Ahly/EGI
18 Love A AS Aviação
9 Mantorras A Benfica/POR
11 Mateus A Gil Vicente/POR

Escudo

Dados do País

Nome oficial: República de Angola
Capital:
Luanda

Geografia

Localização: Sudoeste da África
Área: 1.246.700 km²
Cidades principais: Huambo, Benguela, Lobito, Lubango
Hora local (em relação à Brasília): +4
População: 10,9 milhões de habitantes (2004)
Nacionalidade: angolana
Idioma: português (oficial), além de 20 línguas nacionais (principais: umbundo, quimbundo, quicongo, ovimbundo, bacongo)

Uniforme

Formação

Títulos

Nenhum

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