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Acabou a longa
espera da Austrália. Depois de 32 anos desde sua última
participação em Copa do Mundo, a mais forte seleção da
Oceania finalmente voltará a disputar o principal torneio
de futebol entre nações. Curiosamente, a primeira, e única,
aparição dos australianos em uma Copa aconteceu justamente
na Alemanha, em 1974.
Para
carimbar o passaporte para o Mundial de 2006, além de
sagrar-se campeã com folgas das Eliminatórias da Oceania,
a Austrália também precisou passar por uma repescagem
contra o quinto colocado da América do Sul, ou seja, o
Uruguai. Nos quatro últimos qualificatórios que disputou,
os australianos caíram justamente no duelo contra
representantes de outro continente (acumulou fracassos ante
Escócia, Argentina, Irã e o próprio Uruguai).
Dessa vez,
porém, foi diferente. A equipe mostrou uma surpreendente
evolução tática, em grande parte motivada pelos diversos
jogadores que atuam no futebol inglês, como Schwarzer,
Lucas Neill, Tim Cahill, Mark Viduka e Harry Kewell. Além
disso, a chegada no início de 2005 do técnico holandês
Guus Hiddink também foi determinante para a classificação
do único representante da Oceania. Depois de levar a Coréia
do Sul às semifinais da Copa de 2002, o treinador tornou-se
especialista em comandar equipes de pouca tradição.
Mesmo
assim, os duelos contra o Uruguai não foram fáceis. Na
partida de ida, em Montevidéu, a seleção celeste
confirmou o fator casa e venceu por 1 a 0. No entanto, os
australianos ganharam pelo mesmo placar em Sydney e levaram
a decisão para os pênaltis. O marcador de 4 a 2 para a
equipe de Hiddink garantiu sua classificação.
Depois de
passar pelo desafio de assegurar uma vaga na Copa, a Austrália
terá a tarefa de marcar seu primeiro gol em um Mundial.
Dessa forma, a esperança do torcedor está depositada nos pés
do atacante Viduka. Mesmo grandalhão e com pouca técnica,
o jogador do Middlesbrough é a principal referência na
linha de frente da Austrália.
Justamente
em seu retorno ao torneio entre seleções, o representante
da Oceania caiu no grupo que tem como cabeça-de-chave a
equipe pentacampeã, o Brasil. Apesar de afirmar que o time
canarinho não é imbatível, Hiddink admite que tentará se
garantir nos duelos contra Japão e Croácia.
Equipe
| Num |
Nome |
Pos |
Clube |
| 1 |
Mark
Schwarzer |
G |
Middlesbrough/ING |
| 18 |
Zeljko
Kalac |
G |
Milan
/ITA |
| 12 |
Ante
Covic |
G |
Hammarby |
| 16 |
Michael
Beauchamp |
D |
Central
Coster Marines |
| 3 |
Craig
Moore |
D |
Newcastle
/ING |
| 2 |
Lucas
Neill |
D |
Blackburn/ING |
| 6 |
Tony
Popovic |
D |
Crystal
Palace/ING |
| 22 |
Mark
Milligan |
D |
Sydney
FC |
| 23 |
Marco
Bresciano |
MC |
Parma/ITA |
| 4 |
Tim
Cahill |
MC |
Everton/ING |
| 14 |
Scott
Chipperfield |
MC |
Basel/SUI |
| 5 |
Jason
Culina |
MC |
PSV
Eindhoven/HOL |
| 7 |
Brett
Emerton |
MC |
Blackburn/ING |
| 13 |
Vince
Grella |
MC |
Parma/ITA |
| 11 |
Stan
Lazaridis |
MC |
Birmingham
City/ING |
| 8 |
Josip
Skoko |
MC |
Wigan/ING |
| 21 |
Mile
Sterjovski |
MC |
Basel/SUI |
| 20 |
Luke
Wilkshire |
MC |
Bristol
City/ING |
| 15 |
John
Aloisi |
A |
Alavés/ESP |
| 10 |
Harry
Kewell |
A |
Liverpool/ING |
| 17 |
Archie
Thompson |
A |
PSV
Eindhoven/HOL |
| 19 |
Josh
Kennedy |
A |
Dynamo
Dresden/ALE |
| 9 |
Mark
Viduka |
A |
Middlesbrough/ING |
|
|
Escudo |
 |
|
Dados
do País |
Nome
oficial: Comunidade da Austrália (Commonwealth
of Australia)
|
|
Geografia |
|
Localização:
Oceania
Área: 7,682,300 km²
Capital: Canberra
Cidades principais: Sydney, Melbourne, Brisbane, Perth e
Adelaide.
Hora local: +13h
População: 19,7 milhões
Nacionalidade: Australiana
Idioma: Inglês |
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Uniforme |
  |
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Formação |
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Títulos |
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3
Copas da Oceania (1980, 1986 e 2000) |
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