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Roni
(Jogador do Krylya
Sovetov/RUS)
Nome
completo:
Ronieliton Pereira Santos
Data
de nascimento:
28/04/1977
Local
de Nascimento:
Aurora-TO
Altura:
1,71m
Peso:
69kg
Clubes:
Vila Nova-GO (1995-96); São Paulo (1996); Fluminense (1997-02);
Al-Hilal – Arábia Saudita (2001); Rubin – RUS (2003/04) e
Krylya Sovetov – RUS (2004)
Títulos:
Campeão
Carioca 2002 / Campeão Brasileiro Série C 1999 – Fluminense
Ídolo:
Romário
Jogo
inesquecível:
Copa das Confederações - 1998 : Brasil x Arábia Saudita
("Foi a minha primeira convocação e eu marquei um gol nesta
partida".)
1)Você
jogou no Al-Hilal e depois foi para o Rubin e o Krylya. Faça uma
comparação entre o futebol árabe e o russo?
Na
Arábia eu joguei por pouco tempo, apenas três meses. Não deu nem
para me ambientar muito. O pouco que percebi é que lá o futebol é
muito mais corrido. Já na Rússia é basicamente força.
2) Você é mais um jogador brasileiro
querendo voltar da Rússia. O futebol russo só tem de interessante
a parte financeira?
Em
parte sim. Quando você joga em clube que está disputando títulos
também é interessante. O problema é que eu já estou tempo demais
aqui e agora quero voltar ao jogar no Brasil, disputar um campeonato
mais alegre e mais divertido.
3) Quais as maiores dificuldades que você
enfrentou?
É
sempre complicado ir para um país diferente. Você tem que saber
que nunca será igual ao seu. Faz muito frio aqui, é verdade, mas
temos o verão onde podemos até caminhar na praia. Tudo é questão
de costume. A língua no começo complicou, mas hoje quase não
preciso de intérprete para falar.
4) Dá para afirmar que o futebol russo já
evoluiu um pouco com a chegada dos estrangeiros ou não? Por quê?
Pode
acreditar, é rápido o crescimento por aqui. Em dois anos de Rússia,
vi
muitas transformações. As contratações estão sendo boas e eles
investem
muito bem nos atletas. A seleção é que não vai muito bem. Mas os
clubes começam a fazer boas campanhas fora daqui.
5) Como
foi mudar de um clube na própria Rússia ? Houve alguma hostilidade
da torcida porque são dois times rivais na primeira divisão
(explique como é essa rivalidade aí na Rússia)?
Em Kazan a torcida é contagiante,
me adoram...aqui no Krylya (A cidade é Samara) senti uma vibração
muito semelhante. Eles vão ao estádio, agitam todo o tempo e
incentivam o jogador. A rivalidade sempre existe, acho até que é a
graça do futebol, mas eles se respeitam e se sentam até do mesmo
lado na arquibancada.
6)
O seu posicionamento em campo é semelhante ao que tinha no
Fluminense?
Joguei
muito tempo como quarto homem de meio-campo, encostando nos
atacantes. Fui vice artilheiro do campeonato aqui em 2003 jogando
nesta posição. Mas também atuei na frente como no Flu em muitos
jogos.
7) Você acha que quem passa pelo futebol
russo ganha experiência suficiente para atuar em qualquer lugar do
mundo?
Ganha
muita experiência sim. Pois aqui você joga contra times duros em
campos às vezes coberto de neve. E ainda enfrenta jogadores de
qualidade do exterior que jogam aqui. Agora, essa coisa de poder
atuar em qualquer lugar do mundo, é relativo. Depende muito de cada
jogador.
8)
Você acha que um jogador que atua no futebol russo pode chegar a
Seleção Brasileira?
Praticamente.
Veja o caso do Vagner Love. É complicado, pois o campeonato não
passa em lugar nenhum. E por mais que você arrebente aqui, ninguém
vê. Além disso ainda há um certo preconceito. Tenho certeza que
se o torneio aqui fosse mais badalado alguns jogadores seriam mais
valorizados.
10)
Quais clubes do Brasil já o sondaram para voltar?
O
Fluminense, Cruzeiro e Goiás me fizeram propostas concretas, mas o
Rubin não me liberou. Além deles, Coritiba, Atlético-MG,
Flamengo, Botafogo, São Paulo e o próprio Santos já fizeram
sondagens.
11) O Luxemburgo foi quem o convocou pela
primeira vez para a Seleção Brasileira, em 98. Ele ainda tem muita
influência no Santos. Você acredita que se ele voltar ao clube,
teria uma chance de atuar na baixada santista?
Ajuda
bastante pelo fato dele já me conhecer. Apesar de não termos
trabalhado juntos em clubes, tivemos um ótimo convívio na época
da Seleção.
12)
Conte um pouco da sua trajetória no futebol ?
Eu
comecei tarde no futebol de certa forma. Sempre joguei bola, mas
nunca em clubes. Mas com 17 anos fui fazer um teste para o time de
juniores do Vila Nova-GO. Fui para uma peneira com mais de 40
moleques e fui aprovado. Fiquei pouco tempo nos juniores indo direto
para o profissional onde conquistei o título goiano em 1995. Depois
passe pelo São Paulo, disputei Taça São Paulo de juniores e
fiquei no banco em alguns jogos do campeonato paulista e brasileiro
de 1996. Depois em 1997 fui para o Flu.
13) O Romário é seu ídolo no futebol,
correto ?. Você acredita que ele faria muitos gols aí na Rússia.
apesar dos 39 anos?
Com
certeza. Ele sabe se posicionar. É um craque.
Entrevista
realizada dia 13/4/05
Marcos Felipe (FutebolNews.com)
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