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Reinaldo (Jogador do São Paulo/SP)

1- Você lembra da estréia como profissional?

Eu lembro do primeiro jogo que eu estava no banco, que foi esse. O primeiro jogo que eu joguei no Maracanã foi em 99, contra o Madureira.

2- Esse São Paulo e Flamengo foi a primeira vez que você jogou contra o Flamengo?

Foi a primeira vez. Uma sensação muito estranha, nunca esperava jogar contra o Flamengo. É a mesma coisa que o Raí jogar contra o São Paulo, ele não se sentiria bem.

3- Existe essa sensação de prejudicar o seu clube?

É que é também aquilo que eu falei. Eu respeito a torcida que me ajudou e me apoiou, mas hoje eu sou profissional, hoje estou defendendo o São Paulo e a torcida do São Paulo pode ter certeza de que se eu for jogar contra o Flamengo de novo, vou correr, me esforçar e fazer gols, fazer o melhor pelo São Paulo.

4- Você tem plena consciência de que é profissional?

Claro, provei isso nesse jogo, contra o Flamengo

5- O Flamengo se arrependeu de ter trocado você e o Adriano pelo Vampeta?

É difícil falar. Foi uma coisa que não dá para entender. Um jogador de 18 anos, outro de 20 serem trocados por um jogador mais velho. Apesar de que o Vampeta estava no auge e ajudou muito os jogadores mais jovens no Flamengo.

6- Você chegou a ir para a França. Como ficou essa história?

Eu fui vendido, fiquei seis meses no Flamengo ainda e seis meses no São Paulo. Em julho de 2002 eu me apresentei lá, tive uma reunião com os dirigentes, meu treinador e meu procurador, falaram que tinha cinco ou seis atacantes, que eu era jogador que tinha que jogar, não tinha que ficar no banco... Aquela historinha de treinador, né? Acharam melhor eu me apresentar em 2003, então foi uma coisa boa para nós. Mandaram escolher um lugar para ficar, escolhi o São Paulo. Fico aqui até julho de 2003. Meu passe pertence ao Paris até dezembro de 2007.

7- Você já gosta de morar em São Paulo?

Eu estranhei muito. O pessoal aqui é muito fechado. Paulista diz que carioca é folgado, é preguiçoso, mas não tem nada a ver. Eu vou me adaptar, conhecer mais a cidade. Por enquanto só conheço shopping, alguns cinemas, lugares fechados. Sou muito caseiro também. Eu moro sozinho, mas sempre minha mãe está aí com os meus irmãos.

8- Como foi a sua vida?

Minha vida foi difícil. Meu pai era chefe de laticínios do supermercado. Ele não ganhava muito, uns trezentos, quatrocentos reais, mas nunca deixou faltar nada em casa. Aí eu trabalhava com ele no supermercado, já trabalhei de vendedor de picolé, de ajudante de pedreiro.

9- Você ajeitar o visual quando o jogo é ao vivo?

Claro eu tem. Nenhum jogador gosta de aparecer feio. É igual artista, quer ficar bem. Já não é bonito.

Entrevista realizada dia 26/4
Michele C.

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