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Boca é bicampeão
da Libertadores
A equipe
argentina perdeu por 1 a 0 para o Cruz Azul no tempo normal, mas
venceu nos pênaltis e conquistou seu 4º título na história da
competição.
Buenos Aires
- O Boca Juniors é bicampeão da Copa Libertadores da América. O
Cruz Azul fez o mais difícil nesta quinta-feira: derrotou os
argentinos por 1 a 0, no estádio La Bombonera, em Buenos Aires. Aí,
a decisão foi para os pênaltis, já que o time argentino também
tinha vencido por 1 a 0, semana passada, no México. Nas
penalidades, a equipe mexicana perdeu três cobranças e o título
ficou com o Boca, repetindo a história da final do ano passado.
Mesmo antes de ter
conquistado o título, o Boca já estava garantido no Mundial
Interclubes de Tóquio, contra o Bayern de Munique, da Alemanha.
Afinal, pelo regulamento da disputa no Japão, apenas os clubes
filiados à Confederação Sul-Americana de Futebol podem jogar
contra o campeão europeu no final do ano. Como o time mexicano foi
convidado para participar da Libertadores, a equipe argentina tinha
assegurado a vaga, independente do resultado da final.
No começo do
primeiro tempo, um fato curioso paralisou a partida por cerca de
sete minutos. Como estava havendo um tumulto fora do estádio, a polícia
argentina precisou usar bombas de gás lacrimogêneo para conter os
torcedores do Boca que, sem ingresso, tentavam entrar na Bombonera.
Mas os gases também atingiram a parte interna, provocando irritação
no público e nos atletas. Assim que tudo se dissipou, a decisão
recomeçou.
O estádio La
Bombonera estava lotado e os quase 60 mil torcedores proporcionaram
uma arrecadação recorde: US$ 1.180.000,00 (cerca de R$ 3 milhões).
Apesar da pressão da torcida, o Cruz Azul foi melhor durante todo o
primeiro tempo. Enquanto o adversário ameaçava com freqüência o
gol do colombiano Córdoba, o Boca não conseguia articular as
jogadas de ataque e só levava perigo nas bolas aéreas - mesmo
porque, o goleiro Pérez tem apenas 1m70 de altura. Depois de perder
boas oportunidades, a equipe mexicana abriu o placar: o atacante
Palencia fez 1 a 0 aos 48 minutos.
No intervalo, o técnico
Carlos Bianchi trocou o volante Villarreal pelo atacante Giménez e
o Boca melhorou no segundo tempo. O Cruz Azul se fechou na defesa
para suportar a pressão e ameaçou em alguns contra-ataques. A
melhor chance dos argentinos foi aos 35 minutos, quando Gaitán,
livre na área, chutou a bola no travessão.
Como o Cruz Azul agüentou
a pressão, a decisão do título foi para os pênaltis - pelo
terceiro ano seguido. E, como em 2000, o Boca levou a melhor: 3 a 1.
Riquelme, Serna e Delgado marcaram para os argentinos - Bermúdez
chutou no travessão. Para os mexicanos, Palencia fez o primeiro,
mas Galdames, Hernández e o brasileiro Júlio César Pinheiro
desperdiçaram suas cobranças.
Esta é a 4ª vez
que o Boca Juniors é campeão da Libertadores - já havia vencido
em 77, 78 e no ano passado -, ficando atrás apenas do Independiente
(7) e do Peñarol (5). E, com mais esta conquista, os clubes
argentinos aumentaram a supremacia na história da principal competição
sul-americana: venceram 19 vezes, contra 11 dos brasileiros e 8 dos
uruguaios.
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