O Paulista conseguiu
segurar um empate em 0 a 0 com o Fluminense, nesta quarta-feira, no estádio de
São Januário, no Rio de Janeiro, e conquistou o título inédito da Copa do
Brasil. No primeiro jogo, em casa, a equipe de Jundiaí havia vencido por 2 a 0.
A maior conquista da história do Paulista,
nesta quarta-feira, só foi possível graças à aula dos zagueiros Anderson e
Dema, às defesas do goleiro Rafael, à competência do técnico Vágner Mancini
e à liderança de Márcio Mossoró.
O empate sem gols com o Fluminense qualificou o
time de Jundiaí à disputa da Copa Libertadores da América em 2006, numa noite
inesquecível para cerca de 300 torcedores que viajaram de ônibus até São
Januário a fim de prestigiar o novo campeão da Copa do Brasil.
"Foi o título da simplicidade, de quem
superou seis adversários da elite do futebol brasileiro", disse Vágner
Mancini, referindo-se aos clubes que o Paulista passou até ser campeão:
Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense, Cruzeiro e Fluminense, todos da
primeira divisão nacional.
O fracasso do Fluminense foi mais impactante
para seu treinador, Abel Braga. Ele amargou o bi-vice-campeonato da competição,
e em circunstâncias parecidas. Ano passado, pelo Flamengo, perdeu também no
Rio de outra equipe do interior de São Paulo, o Santo André. "Vida que
segue. Mas cheguei a duas finais seguidas da Copa do Brasil", afirmou.
O Paulista dera um passo muito importante, na
semana passada, para a conquista do título: ao vencer o Fluminense no primeiro
jogo por 2 a 0, com atuação destacada de Márcio Mossoró e Christian,
sondados pelo próprio Tricolor carioca tão logo as duas equipes se
classificaram para a final da Copa do Brasil.
A “La Bombonera” do Vasco, como pode ser
classificado o estádio de São Januário, não intimidou o time do Paulista,
apesar do entusiasmo inicial de mais de 25 mil tricolores. O nervosismo estava
mais do lado carioca. Logo no segundo erro de passe do Fluminense, Abel Braga
levava as mãos à cabeça. Parecia prever que a noite estava reservada para os
visitantes.
A aplicação do Paulista foi digna de um time
campeão. Mas a equipe demonstrou algo mais. Na zaga, a atuação de Dema e Ânderson
poderia servir de exemplo para Roque Júnior, Juan e Lúcio, os escolhidos de
Carlos Alberto Parreira para o setor, na seleção brasileira. Todas as bolas alçadas
sobre a área do Paulista foram interceptadas pela dupla.
Os quatro volantes escalados por Mancini
funcionaram muito bem e Márcio Mossoró mais uma vez chamou para si a marcação
dos tricolores.
Fundado em 1909, o Paulista chegara mais próximo
do pódio do futebol em 2004, quando ficou em segundo lugar no Campeonato
Paulista, perdendo para o São Caetano. Nesta quarta, mesmo longe de casa,
entrou para o rol dos grandes times brasileiros.